“Atenção passageiros com destino a P-48: embarque em 30 minutos…”. P-48? Seria uma viagem interplanetária para um planeta recém descoberto? Não! Se para nós pode parecer estranho ouvir a frase que abre esse texto, para os trabalhadores da Petrobras em Macaé, no litoral fluminense, ela é muito comum: P-48, P-12 ou qualquer P seguido de números é a forma de nomear as plataformas de petróleo. E para chegar até essas plataformas entra em cena os helicópteros. Graças ao aumento das atividades da empresa na Bacia de Campos o aeroporto de Macaé é hoje 15º do país em movimento de aeronaves e a cidade é a maior da América Latina no tráfego de helicópteros. São cerca de 150 pousos por dia e a rotina é parecida com a da maioria dos grandes aeroportos do Brasil, com filas e um grande número de passageiros com bagagem nas mãos.
Os colaboradores da Petrobras recebem sempre antes de cada embarque instruções de segurança e vestem um colete de cor laranja, que facilita a localização em caso de um pouso na água ou de um acidente. A lotação de cada aeronave é de 18 passageiros e a viagem dura entre 30 minutos e 1h30.
Mas o rápido crescimento no número de voos trouxe alguns problemas. Uma matéria feita pelo Portal iG no primeiro semestre de 2010 alerta para deficiências na estrutura do aeroporto, que tem limitações de embarque de passageiros e acomodação das aeronaves. A equipe do portal esteve no local e presenciou a espera de mais de 250 pessoas para embarcarem no saguão em um dia de sol, além dos passageiros que esperavam no lado de fora do aeroporto. Segundo alguns passageiros em dias de chuva, quando o número de atrasos e cancelamentos aumenta, a concentração de pessoas é ainda maior. Ainda de acordo com a reportagem a Infraero já anunciou um investimento de R$ 77 milhões até 2014 para ampliar o espaço e resolver esses problemas.
Curso ensina a fugir de helicóptero submerso
Um dos cursos necessários para garantir a segurança dos funcionários que utilizam helicópteros para chegar até as plataformas é o de fuga de aeronave submersa, mais conhecido como Huet, uma sigla em inglês. No curso os alunos vivenciam situações emergenciais de quando uma aeronave cai no mar, feitas em uma piscina com mais de quatro metros de profundidade. Um simulador retrata uma situação comum em um acidente: a aeronave aderna por causa do peso das hélices e a cabine vira para baixo, com os passageiros embaixo da água, de cabeça para baixo, e presos ao cinto de segurança. O objetivo é ensinar técnicas para que as pessoas se soltem e consigam deixar o cockpit o mais rápido possível. Em uma outra etapa do treinamento os alunos usam óculos com lentes opacas, para criar a sensação de um acidente ocorrido a noite.
A busca por treinamentos como esse tem crescido muito no Brasil. São profissionais em busca de aperfeiçoamentos e de olho nas oportunidades que surgem devido a ótima fase da indústria do petróleo em nosso país. “O Brasil vive um boom de oferta de emprego, e a indústria de petróleo mais ainda”, afirma Rodolfo Pereira, presidente da Sampling, empresa de treinamento e segurança do trabalho. A projeção da empresa é de que nos próximos três anos sejam gerados aproximadamente 300 mil novos empregos.
Fonte: Redação PETROMAXX com informações do Portal iG (WWW.ig.com.br)








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